Um policial civil lotado na 2ª Delegacia de Polícia Civil de Sobral está finalizando o desenvolvimento de um aplicativo com foco na reinserção social e prevenção da reincidência criminal, iniciativa que busca fortalecer ações de polícia comunitária e segurança pública preventiva.
O projeto, intitulado provisoriamente de “Projeto Recomeço”, foi idealizado como uma ferramenta digital de apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade social, especialmente aquelas que desejam reconstruir suas trajetórias e romper com o ciclo da criminalidade.
A proposta parte do entendimento de que a segurança pública moderna não se restringe à repressão qualificada, mas também envolve estratégias estruturadas de prevenção terciária, voltadas à redução dos índices de reincidência e ao fortalecimento do tecido social.
Plataforma digital de apoio e orientação
O aplicativo está sendo estruturado como um sistema acessível por dispositivos móveis e versão web, com módulos voltados a:
Desenvolvimento pessoal e fortalecimento emocional
Encaminhamento para cursos profissionalizantes e capacitação
Apoio à empregabilidade
Orientação para regularização documental
Rede de assistência social
Espaço de valores e propósito de vida (opcional)
Entre os recursos previstos estão informações sobre cursos gratuitos ofertados por instituições como SENAI e SEBRAE, orientação sobre conclusão do ensino básico por meio do ENCCEJA, além de direcionamento a plataformas de busca de emprego.
Rede de apoio integrada
O sistema também prevê a inclusão de uma rede de apoio com indicação de:
CRAS (Centro de Referência de Assistência Social)
CAPS (Centro de Atenção Psicossocial)
Defensoria Pública
Ministério Público
Poder Judiciário
OAB
Organizações da sociedade civil
Projetos comunitários e entidades de apoio espiritual, de forma opcional e respeitando a liberdade de crença
O eixo espiritual do projeto é apresentado como ferramenta complementar de fortalecimento emocional, com abordagem inclusiva e facultativa, respeitando integralmente os princípios constitucionais de liberdade religiosa.
Segurança jurídica e proteção de dados
A proposta observa diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), priorizando:
Consentimento expresso do usuário
Não exposição de antecedentes
Não armazenamento de dados sensíveis sem finalidade específica
Utilização ética das informações
O aplicativo não possui caráter investigativo ou de monitoramento, sendo estruturado exclusivamente como instrumento socioeducativo e preventivo.