Aos 107 anos, dona Aucides Matias dos Santos provou que o acesso à cidadania é direito de todos. A mulher mais idosa já atendida pelo serviço de emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) na Defensoria Pública do Ceará foi até o local para exercer um direito básico: atualizar o documento. Mas saiu deixando uma lição sobre fé, resiliência e humanidade.
“A identidade civil é a porta de entrada para todos os direitos. Quando alguém de 107 anos busca um documento, o que está em jogo é o reconhecimento da sua história e da sua dignidade”, destacou a defensora geral Sâmia Farias.
🪪 A busca pelo novo RG surgiu da necessidade. Sempre que ia ao banco resolver questões da aposentadoria, era cobrada por um documento atualizado. Analfabeta, ela depende do único filho vivo, Marcos Fábio Maia, de 68 anos, para enfrentar a burocracia. “Somos só nós dois. Esse novo RG vai ajudar demais. O antigo já estava muito velho”, contou.
🙏🏻 Quando questionada sobre o segredo da longevidade, respondeu sem hesitar: “Fé em Deus. Oração. Não sinto nada. Tenho muita coisa boa pra ensinar”.
Nascida em 9 de janeiro de 1919, dona Aucides atravessou um século marcado por guerras, transformações sociais e avanços tecnológicos. Enterrou quatro filhos, ficou viúva e aprendeu a conviver com as ausências que o tempo impõe. Ainda assim, mantém o sorriso fácil, a fé inabalável e a rotina simples.
Apesar da idade, dona Aucides mantém hábitos simples: alimentação leve, com destaque para o abacate, e ainda trabalha costurando tapetes.







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