sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

POLICIA RODOVIÁRIA FEDERAL É ACUSADO DE COMANDAR ESQUEMA DE PROPINAS PARA LIBERAR VEICULOS NO CEARÁ



O policial rodoviário federal José Eretides Martins foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF)
por suspeita de chefiar um esquema de recebimento de propinas para liberar veículos de carga irregulares. As informações foram divulgadas pelo Diário do Nordeste.


Segundo a denúncia, o agente teria recebido dinheiro de motoristas e intermediários para liberar caminhões que deveriam ser retidos em fiscalizações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Parte dos valores teria sido movimentada em contas da própria família, incluindo a da esposa e até de uma filha menor de idade. Em uma das transações investigadas, a conta da esposa recebeu R$ 80 mil.


De acordo com o processo, o esquema teria ocorrido ao longo de 2023. A situação gerou um Processo Administrativo Disciplinar dentro da PRF em 2024 e, posteriormente, a denúncia criminal apresentada pelo MPF em setembro de 2025. A Justiça Federal aceitou a acusação, e o caso será analisado pela 11ª Vara Federal do Ceará. As primeiras respostas das defesas foram enviadas no dia 2 de fevereiro deste ano.


As investigações apontam que caminhões com irregularidades, principalmente no tacógrafo, eram liberados mesmo sem a devida regularização. Em alguns casos, os veículos voltavam a ser abordados pela própria PRF ainda com problemas.


Um episódio citado ocorreu em 12 de julho de 2023, quando o policial, mesmo de folga, teria ido a um posto da PRF em Caucaia e inserido dados falsos no sistema usando o login de outro agente.


O policial foi denunciado pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações (peculato eletrônico), lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Motoristas e um intermediador também foram denunciados por corrupção ativa.


A investigação também aponta o uso de contas bancárias da família para movimentar valores suspeitos. Somente na conta da filha do agente, segundo o MPF, foram identificados mais de 600 depósitos, o que indicaria tentativa de ocultar a origem do dinheiro.


Até a publicação das informações, a PRF não havia se manifestado sobre o caso. O espaço segue aberto para posicionamento




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