quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Sargento Mota expulso pela PM: entenda detalhes de condenação por furto de perfume em Teresina



Decisão será enviada para análise do governador, que pode sancioná-la ou rejeitá-la. Defesa do sargento afirmou que vai recorrer na Justiça.

O sargento Avelar dos Reis Mota, conhecido como Sargento Mota, foi expulso pela Polícia Militar do Piauí após ser condenado a 4 anos e 2 meses de prisão por invadir uma casa e furtar um perfume em Teresina. O crime foi cometido em fevereiro de 2023.


A decisão será enviada para análise do governador Rafael Fonteles (PT), que pode sancioná-la ou rejeitá-la. Além disso, a defesa do policial afirmou que vai recorrer na Justiça Militar. Enquanto o processo não é concluído, o sargento continua na corporação.



1. Como foram a invasão e o furto?


O furto aconteceu na tarde de 15 de fevereiro de 2023, no bairro Areias, Zona Sul de Teresina. Na ocasião, o sargento estava escalado para trabalhar no bairro Promorar, mas foi até a casa da vítima, com o cabo que dirigia a viatura.


Segundo o processo, Mota entrou na casa, que ainda estava em construção, sem autorização e sem mandado judicial. Ele usou uma chave falsa e furtou um perfume. Ao sair, tentou danificar a câmera de segurança. Como não conseguiu, cortou os fios de energia.



Em julho de 2023, outra viatura foi até o local. A vítima contou que um policial encapuzado atirou contra a câmera de segurança, destruindo o equipamento. Ela também relatou que, dias após o furto, outros policiais apontaram armas para o local da câmera e fizeram novos disparos.



2. Por que o sargento foi condenado?


As imagens das câmeras da casa e de vizinhos foram fundamentais para a condenação. O Ministério Público afirmou que ficou comprovado que o sargento entrou sem autorização e cometeu o furto. Testemunhas e a escala de serviço também confirmaram o crime.


A Justiça Militar determinou que a pena deve ser cumprida em regime semiaberto e aplicou uma agravante por abuso de poder, já que o crime foi cometido durante o serviço.


Os antecedentes criminais de Mota também influenciaram na decisão. No entanto, a sentença permite que ele recorra em liberdade.



3. Por que a PM decidiu expulsá-lo?


A expulsão foi assinada pelo comandante-geral da Polícia Militar do Piauí, coronel Scheiwann Lopes, e motivada por infrações que envolvem a utilização da condição de militar para obter facilidades pessoais e por apropriação de bens particulares.


Em outubro de 2024, Mota também foi alvo da Operação Jogo Sujo II, da Polícia Civil do Piauí, que investigou o policial e influenciadores digitais por estelionato, divulgação de jogos de azar e lavagem de dinheiro.


Ao g1, o corregedor da PM, coronel Newmarcos Pessoa, informou que a decisão ainda será encaminhada para sanção do Governo do Piauí e que a defesa de Mota pode recorrer.



4. O que diz a defesa do sargento?


O advogado Otoniel Bisneto, que representa o sargento, afirmou ter sido informado sobre a decisão nesta quarta-feira (24) e que irá recorrer.


Segundo ele, um colegiado formado por oficiais de segurança havia apontado a possibilidade de aposentadoria compulsória de Mota.


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