quarta-feira, 8 de julho de 2026

"Chamavam ela de Mãe Preta" como era a rotina da mulher que trabalhou 55 anos sem salário na CE



Chamavam ela de “Mãe Preta” e “Pretinha”. Aos 62 anos, a mulher resgatada em um condomínio de luxo em Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, passou 55 anos
trabalhando para a mesma família sem receber salário, segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT). A história começou quando ela ainda era criança, aos sete anos de idade, e atravessou três gerações de empregadores.


A trabalhadora iniciou as atividades domésticas em 1971, quando morava no Piauí. De acordo com a fiscalização, ela foi levada para a residência da primeira empregadora e permaneceu no local por décadas, acompanhando o crescimento da família e chegando a cuidar dos bisnetos da mulher que inicialmente a recebeu.


O caso foi enquadrado pelos órgãos responsáveis como uma situação de trabalho análogo à escravidão, considerando principalmente a ausência de remuneração durante décadas, a falta de direitos trabalhistas e a condição de vulnerabilidade em que a trabalhadora estava inserida desde a infância.





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