Pacientes, acompanhantes e colaboradores da Santa Casa de Misericórdia de Sobral receberam uma visita inusitada na última semana: Charles Chaplin circulou pelos corredores da instituição para chamar a atenção para a importância do silêncio no ambiente hospitalar. Na verdade, era a assistente social Ana Julia Morais, que interpretou o famoso personagem do cinema mudo durante o lançamento da campanha pelo Silêncio Hospitalar. A ação teve como objetivo conscientizar usuários do serviço, acompanhantes, visitantes e colaboradores sobre a importância de reduzir os ruídos dentro da instituição, contribuindo para o descanso e a recuperação dos pacientes.
Coordenada pelo Grupo Elo de Esperança, em parceria com o Núcleo de Experiência do Paciente, a iniciativa percorreu diferentes setores da Santa Casa com uma abordagem lúdica e silenciosa. Os profissionais circularam pelos ambientes portando placas com mensagens como “Converse com voz moderada”, “Não reproduza músicas ou áudios sem fone” e “O silêncio também faz parte do cuidado”.
A iniciativa foi bem recebida por quem vivenciou a ação. “A melhor coisa que fizeram foi implantar essa campanha do silêncio. Estávamos mesmo precisando”, relatou a cozinheira Maria de Fátima Galvão.
Silêncio também é cuidado
Instituída pelas Direções Geral e Executiva da Santa Casa de Misericórdia de Sobral, a Política de Silêncio Hospitalar busca fortalecer uma cultura de respeito ao silêncio em todos os ambientes da instituição. A proposta envolve colaboradores, corpo clínico, pacientes, acompanhantes, prestadores de serviços e visitantes, incentivando comportamentos que contribuam para a redução de ruídos desnecessários nas dependências do hospital.
O excesso de ruídos pode prejudicar o descanso dos pacientes, aumentar os níveis de estresse e ansiedade, dificultar a comunicação entre as equipes assistenciais e impactar a segurança e a humanização do atendimento. Nesse sentido, a campanha reforça o compromisso da Santa Casa com a qualidade da assistência, a segurança do paciente e a manutenção de um ambiente acolhedor e favorável à recuperação da saúde.
A liderança do Grupo Elo de Esperança, Ir. Elza Melo, destaca que o silêncio também pode ser uma forma de cuidado. “O amor se revela nos pequenos detalhes. Falar é importante, mas silenciar e escutar a dor do outro, exercitando a empatia com quem sofre, tem um valor inestimável. O silêncio é uma bela forma de cuidar e de contribuir para o bem-estar do paciente. O silêncio é a voz da alma.”
Mais do que uma regra de convivência, a Política de Silêncio Hospitalar reforça uma mensagem simples: silêncio também é cuidado.









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