domingo, 1 de novembro de 2026

Inteligência artificial detecta tipo grave de infarto e localiza artéria bloqueada com alta precisão



Uma ferramenta de inteligência artificial (IA) poderá ajudar médicos e socorristas a identificar o tipo mais letal de infarto – aquele causado pelo bloqueio total das artérias do coração. O sistema, desenvolvido em uma colaboração internacional que uniu pesquisadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, e da Universidade de São Paulo (USP), tem a capacidade de analisar rapidamente os dados digitais do eletrocardiograma (ECG). Com isso, o modelo promete detectar a obstrução aguda e, de forma inédita, apontar o local exato onde a artéria está entupida.


“Nos casos de infarto agudo do miocárdio, as decisões precisam ser rápidas, pois cada minuto importa. Se a artéria estiver totalmente obstruída e não permitir levar o oxigênio, o músculo cardíaco morre e isso é irreversível. Por isso, o tempo é o grande definidor [do prognóstico]. A ferramenta de IA poderá dar mais agilidade ao processo”, conta José Eduardo Krieger, diretor do Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Instituto do Coração (InCor-USP) e um dos autores do estudo, publicado na revista Nature Communications.


O modelo de IA descrito no artigo é o primeiro validado em população brasileira capaz de identificar e localizar infartos por oclusão coronariana usando apenas o ECG de 12 derivações – um exame rápido, acessível e de baixo custo que registra a atividade elétrica do coração sob diferentes ângulos. A ferramenta, que ainda é considerada experimental, permite reconhecer padrões que muitas vezes escapam à análise visual do exame, podendo auxiliar médicos na tomada de decisão.




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